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27.11.2017

José Luís Mendonça lança poemário inédito

   Por: Lourenço Mussango 

 

Às 18h30 de hoje ( 27), no Auditório Pepetela, o escritor José Luís Mendonça lançará o seu mais recente poemário 'Angola, Me Diz Ainda', numa parceria entre a Editora Acácias,  o Movimento Lev’Arte e o Centro Cultural Português, no âmbito da nova Colecção de obras literárias, 'Troncos da Literatura Angolana'.

'Angola, Me Diz Ainda', segundo José Luís Mendonça, “é um trabalho literário de técnica poética, composta de vários géneros desta arte, a saber, o lírico, o épico e o dramático, numa linguagem muito particular da angolanidade, que tem como ponto de partida o português de Angola e alguma expressividade do quimbundo, dentro daquela concepção do discurso que o ensaísta Mário António caracterizou como Poesia Negra de Expressão Portuguesa”. 

O autor acrescenta “A obra inclui poemas criados no período compreendido entre os anos 80 e 2017 e está dividido em três cadernos. O primeiro, que empresta o título à obra, concentra-se no caminho dos Musseques que escorrem do suor, das lágrimas, do sangue, do esperma, dos cantos e das falas do céu e da terra angolanos. O segundo, Mujimbos de Cigarras, de cariz satírico-político, como um jornal do nosso planeta  social. O terceiro, Poéticas para um Museu de Cera, que destaca personalidades históricas ou mesmo  objectos de grande valor arquitectónico ou utilitário”.

No seu todo, trata-se de uma epopeia do percurso histórico do povo angolano, desde a independência até aos dias de hoje, suas esperanças segregadas, suas lutas diárias, perfis de fazedores da história, cada um à sua maneira, esculpida através de um trabalho artesanal de compor versos com jogos de imagens e palavras ditas no linguarejar da rua, enfim as coisas que foram acontecendo e acontecem, e pelas quais a alma do Poeta se deixou embarcar, naturalmente e sem premeditação, pois é parte dessa amálgama angolana e universal de vivências”. 

José Luís Mendonça nasceu no dia 24 de Novembro de 1955, no Golungo Alto, Angola. Começou a semear crónicas e estórias, antes de se especializar na minhocação do solo humífero da Poesia. Com a expansão das estações e a chuva grossa do tempo, viria a dar tronco para folhas de ensaios, recensões críticas e diálogos sobre temáticas diversas, com ênfase para o universo das Letras.

Em 2005, o Ministério da Cultura atribuiu-lhe o Prémio Angola Trinta Anos, na disciplina de Literatura, no âmbito das comemorações do 30.º Aniversário da Independência Nacional, pela sua obra poética Um Voo de Borboleta no Mecanismo Inerte do Tempo.

No ano de 2015, foi-lhe outorgado o Prémio Nacional de Cultura e Artes na categoria de Literatura, «devido à singularidade do estilo e o valor cultural das temáticas tratadas, tendo instituído o amor como guia da sua produção literária, em torno da qual percorrem diversos temas, entre os quais as relações entre povos e o poder político, para além de, no conjunto da sua obra poética, associar a política e a ideologia, as interacções que a história recente de Angola levanta, as tradições populares e o maravilhoso, bem como a preservação do ambiente.»

É licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, mas a sua participação mais visível na construção da Pólis angolana tem-se cingido, até ao momento, aos andaimes do jornalismo, paixão esta que lhe valeria a atribuição, em 2005, do Prémio Notícias da Lusofonia CNN Multichoice de Jornalismo Africano. Presentemente é director e editor-chefe do quinzenário Cultura – Jornal angolano de Artes e Letras.

 

Fonte: Neovibe
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