José Luís Mendonça propõe uma releitura do seu primeiro romance

José Luís Mendonça propõe uma releitura do seu primeiro romance

20 de dezembro de 2019

Decorreu ontem à noite, no Centro Cultural Português, o lançamento do livro ‘Se os Ministros morassem no Musseque’. Trata-se de uma versão reformulada do romance ‘O Reino das Casuarinas’, lançado por José Luís Mendonça, em 2014.

‘Se os Ministros morassem no Musseque’ é um romance histórico com duas histórias narradas em paralelo. A do narrador auto-diegético, Nkuku, que conta a sua experiência traumática desde o início da luta de libertação, em 1961, até 1987, e a história da fundação de um reino na floresta da Ilha de Luanda, cuja população é composta por sete deficientes mentais, governados por uma mulher, a Rainha Eutanásia.

Segundo José Luís Mendonça, parece que virar maluco pode ser uma estratégia de sobrevivência humana perante os lobos do próprio homem. “Este livro é uma homenagem a essa classe de sombras que ninguém vê passar no tempo”, declarou o autor.

Edmira Manuel sublinhou que, com o lançamento dessa obra, o autor propõe uma releitura do seu primeiro romance, provoca debates e apresenta ideias e soluções.

“O romance traz uma série de discussões. Propõe um debate em termos de modelos de governação. Destaca problemas de inclusão social, racismo e tribalismo…”, disse a apresentadora do livro.

José Luís Mendonça disse que se os governantes morassem nos musseques teriam maior sensibilidade e apetência para resolver os problemas dos governados.  E considera ainda que “o registo histórico que a obra fixa é essencial para contrariar o branqueamento do passado, elevando a heróis as vítimas e o homem anónimo”.


Texto: Lourenço Mussango

Fotografia: Alcides da Conceição

Fonte: Neovibe

Tags: #SeOsMinistrosMorassemNoMusseque , #Romance , #JoséLuísMendonça , #Escritor