Necessidade de revelar arquivos da sua memória inspira Don Sebas Cassule

Necessidade de revelar arquivos da sua memória inspira Don Sebas Cassule

9 de outubro de 2019

Decorreu ontem à noite, no Centro Cultural Português, a inauguração da 12.ª exposição individual de Don Sebas Cassule. Intitulada ‘Memórias de Viagens – Geografia de Afectos’, a amostra traz a transculturalidade como tema principal.

Na presente exposição, Don Sebas Cassule apresenta um conjunto de 15 obras que testemunham memórias suas, registos que permaneceram das vivências e experiências que recolheu em viagens no mundo a fora.

“Nesse processo, que me levou à criação de 15 obras, reuni um conjunto de obras autorreferenciais, utilizando artefactos e obejctos encontrados e adquiridos, que testemunham a minha passagem física, emocional e espiritual por zonas geográficas diferenciadas pelo mundo”, disse.

Recorrendo a expressões artísticas como a pintura, a instalação e a fotografia, e a técnicas como o acrílico, a colagem, entre outros, o artista pretende reflectir sobre o efeito da transculturalidade, a partir de experiências e narrativas intimistas que explicam a influência de artistas africanos na construção de obras de referência europeias e americanas.

Para Karenia Cintra Rodriguez, a curadora, a presente exposição é um registo de vida, de memórias e de aprendizagens. “As obras assemelham-se a diários de bordo ou à caixa preta dos aviões”, sublinhou.

Sebastião Joaquim Ndebela Cassule, de nome artístico Don Sebas Cassule, é desenhador, instalador e artista plástico autodidacta. Nasceu no ano de 1968, em Camabatela – Ambaca, província do Kwanza Norte. Reside em Luanda há largos anos. É membro da União Nacional de Artistas Plásticos Angolanos (UNAP) e da Associação Internacional de Artes Plásticas ‘L’Aigle de Nice’.


Texto: Lourenço Mussango

Fotografia: Santo César

Fonte: Neovibe

Tags: #ExposiçãoIndividual , #MemóriasDeViagens , #GeografiaDeAfectos , #DonSebasCassule , #ArtistaPlástico