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24.11.2017

Vida nos musseques retratada em livro

O poeta e escritor, José Luís Mendonça, lança na próxima segunda-feira, 26 de Novembro, no Instituto Camões, em Luanda, sua décima primeira obra literária intitulada "Angola, me Diz Ainda". O livro, com 52 poemas criados desde os anos 80 até actualidade, trata das lutas diárias, concentradas nos caminhos dos musseques que correm do suor, das lágrimas e do sangue do percurso histórico dos angolanos desde a independência até os dias de hoje.

 

Escrita nos géneros lírico, épico e dramático, mas com linguagem da Angolanidade, misturando o português de Angola e alguma expressividade do quimbundo, é um culto à personalidades históricas e da cultura angolana ou os objectos arquitectónicos de grande valor.

 

O poemário está dividido em três cadernos, sendo o primeiro, o que empresta o título à obra, concentra os caminhos do musseque que escorrem do suor, das lágrimas, do sangue, do esperma, dos cantos e das falas dos angolanos, o segundo, Mujimbos das Cigarras, de cariz satírico-político e o terceiro, Poéticas para um Museu de Cera, que destaca personalidades históricas e da Cultura nacional.

 

Com 52 poemas, inspirados  no livro "Sagrada Esperança", de Agostinho Neto, a obra é um louvor prestado a personalidades históricas e caracteriza a Angolanidade. 

 

Agora com 62 anos, Luís Mendonça explicoou à Neovibe que o poemário é uma composição lírica com realce para o Ode ( poema lírico que cultiva as personalidades).

 

Natural do Golungo Alto, Luís Mendonça é autor de dez obras literárias, sendo a primeira " Chuva Novembrina", co a qual venceu Premio Sagra Esperança em 1981 e depois seguiram-se Gíria de Cacimbo; Respirar as Mãos na Pedra; Quero Acordar a Alva; Fala-se de João Maimona, Logarítmos da alma; Poemas de amar, Ngoma do Negro Metal; O reino das Casuarinas (reeditado na semana passada), Luanda Fica Longe e finalmente Angola, me Diz Ainda.

Fonte: Neovibe
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