“Gostaria muito de fazer um set com Black Coffee”: Lady Sam

“Gostaria muito de fazer um set com Black Coffee”: Lady Sam

13 de março de 2018

Lady Sam

Por: Jéssica dos Santos

Fotografia: Bruno Miguel


Nas noites de Luanda, nas lides dos Djs, é notória a representação hegemónica do sexo masculino. Porém, embora em número reduzido, é visível o emergir de mulheres cujos dedos têm feito dançar os amantes de boa música. Sob a poesia de Março, a Neovibe viu-se atraída pelo talento da disco-jóquei que assina pelo pseudónimo de Lady Sam.

A engenheira informática Etelvina Cardoso, mais conhecida como Lady Sam, diz ser uma mulher dedicada e prendada, que possui um coração generoso e cheio de amor para dar ao universo. “Sou uma pessoa de bem, amiga dos meus amigos, agarrada à família e nutro imensa admiração pelas pessoas que fazem o bem”, revelou.

Desenvolveu o gosto pela música desde muito cedo. Graças ao “vício” de ouvir a rádio por longas horas, aos 14 anos de idade começou a interessar-se pela carreira de disco-jóquei. “Conheci programas em que o foco principal eram as mixagens feitas pelos Djs. E passei a admirar esta arte”, fez saber.

Lady Sam carrega uma grande paixão por House Music. Toca este estilo musical com bastante frequência, mas assume que também gosta de tocar estilos mais alternativos, tais como Lounge e Soul Music. “As vibes que mais gosto de tocar são sem dúvida o Deep House e o Tech House,

A artista que cresceu a ouvir músicas dos anos 80, 90 e 2000, frisou que as maiores dificuldades surgiram no início da carreira, aquando da aquisição de material de Dj e actualmente a compra de músicas nas lojas virtuais. 

Para Lady Sam, a sua inspiração deriva da energia e boa disposição que as pessoas liberam quando lhe ouvem tocar. “Quando toco tento transmitir harmonia e bem-estar as pessoas, para que elas possam realizar os seus sonhos.”

Etelvina Cardoso afirmou que a realização pessoal é o grande ganho que a carreira lhe proporcionou.  “Porque é um sonho tornado realidade. E a sensação de colaborar para um mundo melhor não tem preço, graças à alegria proporcionada às pessoas enquanto toco para elas.”

Lady Sam toca em eventos e bares virados para a música electrónica, como também em eventos privados e empresariais. “Uso as redes sociais para dar a conhecer a minha agenda. Desde já, convido os leitores da Neovibe a acederem as minhas páginas”.

Actualmente considera o Djing como a sua segunda profissão. “Gostaria de fazer um set com Black Coffee, Ida Endberg ou Loco Dice”, augurou.

A artista tem como objectivo a partilha de conhecimento musical e a organização de eventos com os grupos de Djs dos quais faz parte, nomeadamente Underground House Movement e Ladies in Charge. “Sonho em tocar em Ibiza”, finalizou dizendo.

Fonte: Neovibe